É, mais uma vez foi um filme em português que fez eu me contorcer na cadeira torcendo pelo personagem e pensar que, no futuro, “eu quero ser assim, fazer coisas assim”!
Wagner Moura tinha razão, o Tropa de Elite 2 é melhor. Não digo isso apenas pela história, mas pela montagem do filme, fotografia e preparação do elenco.
A sessão já começou me surpreendendo. A montagem das primeiras cenas me agradou muito.
E ainda bem que não parou por aí.
A crítica é explícita, e o diretor José Padilha soube fazê-la da melhor maneira: mesclou sutileza, verdade e, o mais importante, clareza.
Entender o enredo não é difícil, ainda mais com um dos meus atores preferidos (senão o) no papel principal.
O diretor soube como expor a vontade de muitos brasileiros, por exemplo, o personagem de Irandhir Santos, o deputado estadual Diogo Fraga, com certeza é o deputado que eu gostaria de ter tido a oportunidade de votar nas eleições desse ano.
Outra coisa que me chamou a atenção é que, geralmente, nem todas as atuações me agradam, mas dessa vez não senti falta de boas atuações, da pequena participação até o papel principal.
O modo como a história é conduzida também é um dos pontos que me faz pensar em como ainda tem gente que não gosta do cinema nacional, como ainda tem gente que prefere sentar na poltrona do cinema e rir de piadas sem graça que usam dos defeitos dos outros para poderem se intitular comédia, ou então, como ainda tem brasileiro que, mesmo sem o mínimo conhecimento das produções nacionais, tem coragem de dizer que o cinema hollywoodiano é o melhor.
Na minha opinião, José Padilha, assim como outros diretores brasileiros como Guel Arraes, só confirmou e fez crescer a minha admiração pelas produções nacionais.
Enfim, Padilha transformou em imagens o pensamento dos brasileiros. Bom, o meu com certeza.