Ou melhor, foi.
Dia 18, como havia dito no post anterior, aconteceu a tão esperada palestra com o pessoal do CQC e, de antemão, deixo claro que correspondeu à minha expectativa. Mas, como nem tudo é 100% agradável, aponto alguns pontos que deixaram a desejar.
Confesso que a parte falha da palestra decorreu do posicionamento dos alunos presentes. Creio que, como o programa mistura informação com humor, já que a maioria dos apresentadores é comediante, os alunos distorceram um pouco a proposta da 31ª Semana de Comunicação, levando a conversa um pouco para o lado Stand Up Comedy.
O lado “levado a sério”, entre aspas devido ao humor aguçado dos palestrantes (e isso não foi uma crítica!), esclareceu muitas coisas e abriu espaço pra uma discussão que gostaria de continuar aqui, como propósito central do post.
Em determinado momento, uma aluna pede a palavra e fala da falta de senso do brasileiro quanto à política. Como resposta, o brilhante Marcelo Tas contrapõe a opinião exposta. Concordo com ele!
Penso que o povo brasileiro não é apolitizado. Ser brasileiro é fácil, difícil é viver como ele. O Brasil é um país enorme , com uma diversidade imensa e uma disparidade social gritante, entretanto, é um país que abriga um povo que sabe como levar tudo isso que acabei de citar. Por outro lado, há algo que me passa sempre que esse assunto é aberto: a consciência, ou a falta de. Nesse caso, discordo do Tas. Como é sabido, esse ano é um ano de eleição, o que me faz retomar o chavão de que ‘o brasileiro não sabe votar’. Se ele sabe ou não é algo que, sincera e envergonhadamente, não sei avaliar. Fato é, que as ações do governo não são as melhores.
Discutir política é como discutir gosto musical, portanto não fujamos do foco principal. Acho que pra muito melhorar, o brasileiro precisa de iniciativa, ou melhor, de desacomodação. Penso que estamos muito acostumados com as coisas do jeito que estão, por isso cada vez mais estamos à mercê de um representante que, muitas vezes, representa interesses mínimos, individuais e elitizados. Sei que esse discurso está parecendo os que ouvimos a cada quatro anos em horários políticos, mas feliz ou infelizmente é o que eu penso.
Finalizando de forma rápida e incompleta, deixo aqui a minha opinião e alguns links que valem o click:
http://marcelotas.blog.uol.com.br/