Vip’s – O Filme

15 mar

É, não adianta! Eu não consigo me dedicar 100% ao blog, e muito menos à uma identidade dele.

Hoje eu vim falar sobre as próximas estréias de um dos meu atores favoritos: Wagner Moura, que segundo o site americano The Hollywood Reporter, vai estreiar em Hollywood como vilão no filme Elysium, do diretor Neill Blomkamp. Estão também no elenco Matt Damon, Jodie Foster e Sharlto Copley.

Outra novidade, essa mais ultrapassada, é o filme Vip’s, que estará em cartaz a partir de 25 deste mês.

Nesta produção da O2 Filmes, Wagner se desdobra em 5 para recriar a história contada no livro homônimo de Mariana Caltabiano, que fala sobre as histórias do homem que ficou conhecido por se passar por personalidades brasileiras com o objetivo único de se tornar piloto de avião.

“Tornou-se um filme de ficção. Aliás, ele em nada tem a ver com o verdadeiro Marcelo (que hoje cumpre pena na penitenciária de Marília, no interior de São Paulo). E quanto menos o filme ia se parecendo com ele, mais eu gostava”, disse o ator, definindo a trama: “A gente apresenta um personagem e a trajetória desse personagem em busca de si próprio”. Wagner Moura em entrevista para o site G1.

Marcelo Nascimento da Rocha é retratado através do roteiro de Bráulio Mantovani e Thiago Dottori, que diz ter transformado a história real em ficção quando descolou o personagem da inspiração original . A direção fica por conta de Toniko Melo.

O filme já não é mais novidade para quem teve a oportunidade de participar do Festival do Rio em 2010 e, para mim, ainda é uma grande expectativa.

Aqui é caveira!

9 out

É, mais uma vez foi um filme em português que fez eu me contorcer na cadeira torcendo pelo personagem e pensar que, no futuro, “eu quero ser assim, fazer coisas assim”!

Wagner Moura tinha razão, o Tropa de Elite 2 é melhor. Não digo isso apenas pela história, mas pela montagem do filme, fotografia e preparação do elenco.

A sessão já começou me surpreendendo. A montagem das primeiras cenas me agradou muito.

E ainda bem que não parou por aí.

A crítica é explícita, e o diretor José Padilha soube fazê-la da melhor maneira: mesclou sutileza, verdade e, o mais importante, clareza.

Entender o enredo não é difícil, ainda mais com um dos meus atores preferidos (senão o) no papel principal.

O diretor soube como expor a vontade de muitos brasileiros, por exemplo, o personagem de Irandhir Santos, o deputado estadual Diogo Fraga, com certeza é o deputado que eu gostaria de ter tido a oportunidade de votar nas eleições desse ano.

Outra coisa que me chamou a atenção é que, geralmente, nem todas as atuações me agradam, mas dessa vez não senti falta de boas atuações, da pequena participação até o papel principal.

O modo como a história é conduzida também é um dos pontos que me faz pensar em como ainda tem gente que não gosta do cinema nacional, como ainda tem gente que prefere sentar na poltrona do cinema e rir de piadas sem graça que usam dos defeitos dos outros para poderem se intitular comédia, ou então, como ainda tem brasileiro que, mesmo sem o mínimo conhecimento das produções nacionais, tem coragem de dizer que o cinema hollywoodiano é o melhor.

Na minha opinião, José Padilha, assim como outros diretores brasileiros como Guel Arraes, só confirmou e fez crescer a minha admiração pelas produções nacionais.

Enfim, Padilha transformou em imagens o pensamento dos brasileiros. Bom, o meu com certeza.

A democracia também tem suas dúvidas.

2 out

Estamos na véspera das eleições e confesso que ainda não tenho candidato à presidência definido.

Há um tempo queria escrever sobre isso, mas para variar estava sem tempo. Preparando a minha cola para amanhã, resolvi sentar e pensar direito sobre tudo isso.

Em nenhuma das eleições que pude participar fiquei tão indecisa sobre quem eu gostaria que ocupasse a cadeira de presidente. Fato é: eu sei muito bem quem eu não gostaria de ver.

Sei que algumas pessoas estão com a mesma dúvida que a minha, votar na Marina Silva (que é minha candidata favorita), ou votar no José Serra, como tentativa de diminuir as chances de ter a Dilma no poder.

Não vou ficar aqui escrevendo sobre os contras da candidata do PT, muita gente com mais influência e conhecimento já fez isso por aí, mas não é por isso que eu vou ficar esperando o sábado passar sem manifestar a minha opinião.

Acho que o Brasil precisa de uma mudança, sei que parece clichê, mas é verdade! (O que também é um clichê, mas enfim…)

O governo é sempre o mesmo, sempre as mesmas propostas e nada muda. Tá na hora de acreditar em uma renovação, em um novo modo de democracia e consciência política. É muito fácil sorrir e se aproveitar de alguns pontos fracos pra fazer campanha eleitoral. O que eu acho inviável é seguir com isso durante quatro anos onde mais uma vez a democracia será sabotada. Me sinto nos tempos de coronelismo, mas tenho pra mim que hoje ele ganha uma nova denominação: petismo.

Não condeno a posição de ninguém e não gosto de pensar que a maioria dos eleitores me parece ignorante. Ignorante no sentido literal da palavra. Não adianta focar na grande maioria desfavorecida para garantir votos e depois tornar as diferenças ainda maiores durante o mandato.

Mas a democracia é assim, justa até certo ponto. O ideal democrático seria fazer valer a opinião de todos, mas infelizmente isso não acontece. O Brasil é um país gigante que precisa confiar em novas propostas para ser melhor aproveitado. De que adianta ser um país emergente economicamente aos olhos internacionais, se quem vive a realidade somos nós que não estamos vendo nenhuma mudança?

Eu penso no futuro como uma ditadura disfarçada. Dois mandatos de Lula, agora provavelmente um de Dilma, e depois as nossas opções continuarão a ser cada vez mais afuniladas, até chegar à um extremo vermelho.

Provavelmente eu não me expressei como queria, mas não quero que esse post tenha um tom autoritário, é mais um desabafo mesmo. Uma linha de pensamento que me fez concluir o que no fundo eu já sabia, vou fazer valer a minha opinião, independente se ela pode ou não levar ao segundo turno. O que importa é que, de certa forma, eu posso expressão a minha vontade apertando o 4 seguido do 3.

Aula-almoço delicinha!

15 jun

Aproveitando as primeiras férias da correria do último ano da faculdade e o gostinho ótimo do almoço ainda na boca, vou falar um pouco da experiência que eu tive hoje.

Como meu irmão e eu apreciamos muito a gastronomia, amadora ou profissional, resolvemos conferir a aula-almoço que o Atelier Gourmand oferece. Uma experiência ótima, adianto!

Com um ambiente aconchegante e bem decorado, o Atelier oferece aulas práticas e aulas almoço, onde podemos acompanhar passo-a-passo o preparo do prato,  levar a receita pra casa e ainda aproveitar um almocinho delícia!

O chef de hoje era o Marcelo Rodrigues, que escreve  no Cumbuca Cheia dando dicas e receitas de dar água na boca. De entrada ele nos serviu Ceviche de salmão ao  molho agridoce de laranja e torrada.

Depois da ‘salada’ e de algumas histórias e casos: o prato principal. Um delicioso picadinho de cordeiro com purê de mandioquinha e virado de arroz com maçã verde ao perfume de alecrim e hortelã. Hum, ainda dá pra sentir o gostinho!

Pra finalizar, saboreamos o mousse de queijo branco com goiabada. Uma versão mais abrasileirada do romeu e julieta, com um toque de paçoca.

Bom, acho que elogiar o cardápio e o sabor vai ser meio redundante, então posso garantir que vale a pena conferir. O lugar, como eu já disse, é bem aconchegante e te deixa bem à vontade. Os pratos são preparados e servidos na cozinha mesmo. Geralmente o pessoal do Atelier monta uma mesa ao lado do balcão do chef, mas hoje eu e meu irmão mudamos um pouco o esquema e comemos no balcão mesmo.

Pra quem se interessou, entra no site do Atelier (tá linkado lá em cima) e confere a programação deles. É bem interessante. Eles ainda não têm o curso profissionalizante, mas as aulas práticas dão um empurrãozinho pra quem gosta desse universo e adora experiências gastronômicas.

Procurando…

18 mai

Eu sei, meu blog ainda não tem uma identidade.

Justificativa?! Bom, primeiro que pra escrever sobre o que eu gosto eu acho que devo fazer umas pesquisas e ler sobre pra formar minha opinião e aí sim poder espalhar por aí. Mas isso demanda tempo, que é uma coisa que eu não tenho tido muito, ou talvez não queira ter!

Enfim, eu tenho algumas idéias, mas só vou poder colocar em prática no meio do ano. Por enquanto são só planos, mas enquanto isso vou falar um pouco de coisas bacanas que eu pude conhecer e recomendo!

Neste post mesmo: Argentina e Uruguai

Bom, Buenos Aires é uma capital linda! Parecida com São Paulo no quesito trânsito, correria e metrô lotado lá pelas 6 da tarde.

Tive a oportunidade de visitar num feriado fora de época com a família, não deu pra aproveitar como eu queria, mas já deu pra ficar com o gostinho de quero mais!

Começando pelas partes históricas: é, tudo é histórico! E o melhor, as pessoas de lá se interessam por isso, portanto, qualquer dúvida é só ter cara de pau e sair perguntando, vai te render boas explicações.

No primeiro dia fomos um pouco tapados e fizemos o mesmo roteiro do city tour proposto para o dia seguinte. Sem drama, foi até bom. Pudemos olhar com calma a beleza do El Caminito e ver de perto um pouco da cultura argentina. Esta é uma rua que fica no bairro La Boca, e é uma das principais atrações de lá.

O que a torna interessante?! Os cortiços super coloridos e bem conservados, a feira de artesanatos, os diversos shows de tango, as ‘galerias’ e lojas com coisas típicas e boa parte do encanto argentino. Mas cuidado! Como já era de se esperar, nenhum lugar é perfeito e vocês devem tomar cuidado com os pertences e com os vendedores que te abordam, eles são bem insistentes.

Dica: nunca saia com camisas de time de futebol, ainda mais os brasileiros! Por incrível que pareça os argentinos conhecem todos e ainda vestem as nossas camisas pra puxar assunto. Literalmente.

Saindo de lá e aproveitamos que estávamos na Boca, fomos visitar o La Bombonera, lógico! E vale a pena!

O estádio é lindo! Confesso que as cores não me agradaram muito, mas como tudo tem uma história…

Antes do Boca Juniors ser amarelo e azul, ele dividia as cores da camisa com outro time, o que causava muita confusão quando esses times se enfrentavam, Foi então que esses times resolveram decidir o dono das cores com uma partida: quem perdesse o jogo deveria mudar!

Como não dá pra ser previsível em histórias assim, o Boca perdeu e teve que mudar as cores. Como eles se decidiram pelo amarelo e pelo azul?! Bom, em uma conversa longa eles determinaram que a nova camisa teria as cores do próximo navio a chegar no Porto (La Boca era o bairro portuário da época), que foi um navio Sueco. O resto você já sabe!

Continuando…

O estádio é realmente lindo, na verdade eu achei mais impressionante do que bonito! A arquitetura é um caso a parte, vale a pena conferir! Pra entrar lá você desembolsa 25 pesos.

Saindo de lá fomos até San Telmo almoçar e ver uma feira de antiguidades no antigo Mercado Municipal, que por sinal é ótima! Minha mãe e meu pai se divertiram e eu achei muitos cartazes de filmes antigos, comprei um monte!

Bom, lá se foi o primeiro dia! Todos de volta para o hotel.

No dia seguinte fizemos um city tour com a agência de viagens. Nada de novo, já que passamos pelos mesmos lugares. A única diferença é que só descemos do ônibus no Caminito e no ‘ponto final’, o bairro pop dos turistas: Puerto Madero! Almoçamos por lá.

Puerto Madero é ótimo pra passear e conhecer a Ponte Branca. O lugar é cheio de restaurantes e gente bonita, mas é caro.

Dica: lá é tudo muito perto! Para os atletas até dá pra arriscar uma caminhada, pros preguiçosos recomendo táxi: barato e rápido, certa de 20 pesos ou menos para a maioria dos lugares. Prefira sempre os rádio táxi, por conta de notas falsas. Ah, e não se assuste com o modo como eles dirigem! O metrô é uma opção mais em conta quando se está em muita gente, como era o meu caso! 1,10 pesos o bilhete.

De lá fomos até a Recoleta. Um bairro lindinho também, como tudo por lá. Conheçam a igreja e não deixer de visitar o cemitério! É sério. O cemitério é bem curioso, arquitetura fantástica e o túmulo da Eva Perón.

Curiosidade: no cemitério você vai perceber que os caixões costumam ficar à mostra. Não se assuste e nem se preocupe com o cheiro. Antes de serem colocados no caixão de madeira, os corpos são colocados em um caixão de chumbo, que não deixa escapar o cheiro da decomposição.

Antes de voltarmos para o hotel fomos conhecer a famosa Calle Florida, mas só conhecer! Esta é uma rua de comércio. Pode ser comparada com a Oscar Freire, cheia de grifes e preços altos. Nessa mesma rua você encontra a Galerías Pacífico. Um shopping bem caro, mas que tem uma arquitetura bonita, que vale a pena olhar. Novamente, cuidado com as bolsas.

Pra terminar demos uma passadinha rápida por Palermo e no final do dia: metrô.

Falando em arquitetura, eu já ia esquecendo da Casa Rosada, do prédio da Compania de água (na minha opinião o mais bonito de Buenos Aires), da Praça da Mães de Maio e das igrejas. Explorem.

No último dia resolvemos pegar o Buquebus (que fica ao final do Puerto Madero) e dar uma passadinha no Uruguai. Juro, façam isso!

Dica: o Buquebus é uma balsa meio navio que, como te leva de um país para o outro, tem um duty shop lá dentro, então se quiserem fazer mais compras aproveitem!

Fomos para Colonia del Sacramento, uma cidadezinha super charmosa e com um povo muito simpático.

Colônia é toda banhada pelo Mar del Plata. Um charme só. Se você decidir abraçar esse passeio, não deixe de ver a Plaza del Toro, o lugar onde eram feitas as touradas até a proibição delas no século XVIII. Nessa praça você não vai poder entrar, o lugar é uma ruína praticamente, mas mesmo assim é lindo. Dando a volta na praça você vai ver o museu do Trem. Não espere muito! Tem dois ‘pedaços’ de um trem, mas é legal pra tirar foto.

Se der sorte você pode até pegar uma feira de carros antigos, bem bacana!

Indo para o centro da cidade você vai se deparar com um forte. A vista dele é linda. Ah, e tem também o farol e o ‘convento’ logo na frente dele. Você vai entender as aspas!

A culinária de lá me agradou bastante. Os restaurantes são super bonitinhos, o ambiente é uma delícia! Da pra comer em mesinhas na rua e tal.

O preço?! Ótimo! 1 real nosso vale em média 10 pesos uruguaios.

Dica: Colônia, por ser uma cidadezinha pequena, não tem muito o que fazer além de passear e aproveitar as histórias e belas paisagens. Mas dá pra se divertir alugando uma moto, um triciclo ou, como eu e meus irmãos fizemos, um carrinho de golfe! Sim, é muito divertido!

É, escrevi bem mais do que o planejado. Quem dera eu tivesse dicas e curiosidades sobre vários lugares do mundo pra contar todo o mês!

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